ÍNDICE
Aterro Industrial Incineração Resíduos
Coleta Seletiva Política Ambiental Lixo Comum
Compostagem Reciclagem Latas de Alumínio
Co-Processamento Redução de Resíduos Vidro
Desperdício Reuso Papel de Escritório
Disposição Fina Usina de Compostagem Garrafas Pet
Gerenciamento de Resíduos Valorização de Resíduos Pneu
 

GESTÃO DE RESÍDUOS

          ATERRO INDUSTRIAL
          Local de disposição final de resíduos sólidos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à sua segurança, evitando a contaminação de águas subterrâneas, minimizando os impactos ambientais e utilizando princípios específicos de engenharia para confinar esses resíduos.

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          COLETA SELETIVA
          O recolhimento diferenciado de resíduos sólidos previamente selecionados nas fontes geradoras, com o intuito de encaminhá-los para reciclagem, compostagem, reuso, tratamento e outras destinações alternativas, como aterros, co-processamento e incineração.

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          COMPOSTAGEM
          O processo de decomposição biológica de fração orgânica biodegradável de resíduos sólidos, efetuado por uma população diversificada de organismos em condições controladas.

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          CO-PROCESSAMENTO
          Processo de destruição térmica de resíduos em fornos industriais devidamente licenciados para este fim, com aproveitamento energético e/ou aproveitamento de matérias-primas.

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          DESPERDÍCIO
          O ato de produzir, consumir ou dispor de algo além do que é socialmente necessário ou ambientalmente sustentável, contribuindo para o aumento de geração de resíduos sólidos.

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          DISPOSIÇÃO FINAL
          A colocação de resíduos sólidos em aterro sanitário/industrial onde possam permanecer por tempo indeterminado, em estado natural ou transformados em material adequado a essa permanência, sem causar dano ao meio ambiente e à saúde pública.

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          GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS
          O processo que compreende, a segregação, a coleta, a manipulação, o acondicionamento, o transporte, o armazenamento, o transbordo, o tratamento, a reciclagem, a comercialização e a destinação final dos resíduos sólidos.

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          INCINERAÇÃO
          O processo físico-químico que emprega destruição térmica via oxidação a alta temperatura para destruir a fração orgânica e reduzir o volume do resíduo.

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          POLÍTICA AMBIENTAL
          - Comprometimento da Alta Administração, expondo suas intenções e princípios em relação ao desempenho ambiental global da unidade, sendo relevante à natureza, porte e aos impactos ambientais de suas atividades, produtos ou serviços.
          - Compromisso com a melhoria contínua e com o atendimento de requisitos legais e de mercado.
          - Divulgação aos seus acionistas, colaboradores, fornecedores, clientes e consumidores, entre outros públicos de seu interesse.

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          RECICLAGEM
          O processo de transformação de resíduos sólidos que envolve a alteração das propriedades físicas e físico-químicas dos mesmos, tornando-os insumos destinados a processos produtivos.

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          REDUÇÃO DE RESÍDUOS
          A diminuição de quantidade, em volume, ou peso,dos resíduos sólidos gerados.

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          REUSO
          O aproveitamento do resíduo sem transformação física ou físico-química, assegurado, quando necessário, o tratamento destinado ao cumprimento dos padrões de saúde pública e meio ambiente.

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          USINA DE COMPOSTAGEM
          A instalação dotada de pátio de compostagem e conjunto de equipamentos destinados a promover e/ou auxiliar o tratamento de frações orgânicas dos resíduos sólidos.

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          VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS
          Operação que permite a requalificação de resíduos, por reuso, reciclagem, valorização energética.

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RESÍDUOS

          TIPOS DE RESIDUOS:
          MADEIRA
          Residuos de madeira diversos (Caibro de obra, Pallet, Caixas, etc).

          METAIS FERROSOS
          Cavaco, Oxicorte, Tambores, Folha de flandres, Estamparia, Sucata mista

          PAPELÃO
          Ondulado I, Ondulado II, Arquivo, Listagem

          PLÁSTICO
          Polietileno tereftalato (PET), polietileno de alta densidade (PEAD), cloreto de polivinila (PVC), polipropileno (PP), poliestireno (PS), náilon, etc.

          VIDRO
          Bebidas, Medicamentos, Perfumes, Produtos comestíveis, Cosméticos, Garrafas.

          METAIS NÃO FERROSOS
          ALUMÍNIO
          Chaparia, Latinha, Bloco Misto, Cavaco, Magnésio, Cabo, Off-Set, Perfil Branco, Perfil Misto, Estamparia.

          BRONZE
          Estamparia, Radiador, Sucata, Cavaco.

          CHUMBO
          Sucata, Bateria.

          COBRE
          Cabo, Barramento, Quarta, Estamparia, Misto, Agulhinha.

          INOX
          Sucata e cavaco.

          LATÃO
          Sucata, Cavaco, Pó, Estamparia, Ponta, Cav. Vergalhão, Tombak.

          ZAMAK
          Limpo, Misto.

          ZINCO
          Sucata e resíduos, Materiais de ligas especiais.

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LIXO COMUM (COMPOSTO URBANO)

          COMPOSTO URBANO - O MERCADO PARA RECICLAGEM
          Composto Urbano é a denominação que se dá para um processo de transformação de resíduos sólidos orgânicos não perigosos - restos vegetais e animais - em um adubo bom e barato. Os resíduos urbanos, ou sejam, os restos de cozinha (vegetais e animais), de podas de jardins e de quintais, classificados como lixo domiciliar, dão por decomposição efetuada por microorganismos encontrados nesses mesmos materiais orgânicos, dois novos e importantes componentes: sais minerais contendo nutrientes para as raízes das plantas e húmus, material de coloração escura, melhorador e condicionador do solo.

          QUANTO É RECICLADO?
          1,5 aproximadamente, do lixo sólido orgânico urbano gerado no Brasil é reciclado. ("compostado"). Em 2001 no estado de São Paulo foram consumidos 16 mil toneladas por dia, sendo 2% reciclado. Em Minas Gerais, considerando somente a área urbana, 4% dos resíduos orgânicos gerados são reciclados.

          SUA HISTÓRIA
          O uso de resíduos orgânicos como adubo para as plantas se perde no tempo.
          Já no ano 43 da era Cristã, o filósofo Virgílio relatava em seu livro "As Geórgicas", como restos de culturas e estercos animais amontoados se transformavam em material para ser aplicado nas terras de cultura e aumentar as colheitas. na China e na Índia, a compostagem é uma prática "agro-sanitária" milenar.

          REDUÇÃO NA FONTE DE GERAÇÃO
          Existem várias maneiras de se promover a redução do desperdício, com a diminuição da geração de resíduos orgânicos, seja em restaurantes, indústrias ou mesmo domicílios. Em todos os casos vale a criatividade e o esforço em educar.

          ATERRO
          No aterro, o caldo, também conhecido por chorume, que resulta do processo de degradação natural do lixo, se não for corretamente tratado, irá contaminar o lençol freático e os cursos d'água das proximidades.

          INCINERAÇÃO
          Não é indicada a incineração de resíduos orgânicos domiciliares, uma vez que estes possuem baixíssimo poder calorífico, com altas concentrações de água.


          VOLTANDO ÀS ORIGENS
          Através da formação de pilhas/leiras, o composto é produzido a partir da degradação biológica da matéria orgânica em presença de oxigênio do ar. Os produtos gerados no processo de decomposição são: composto, gás carbônico, calor e água.
          A transformação da matéria orgânica em gás carbônico e vapor de água reduz o peso e o volume da pilha de material que está sendo compostado. Preparar o composto de forma correta significa proporcionar aos microorganismos responsáveis pela degradação, condições favoráveis de desenvolvimento e reprodução, ou seja, a pilha de composto deve possuir resíduos orgânicos, umidade e oxigênio em proporções adequadas.

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LATAS DE ALUMÍNIO

          QUANTO É RECICLADO?
          85% da produção nacional de latas é reciclada. Em 2000, o índice foi de 78%. Os números brasileiros superam países industrializados como Inglaterra e Alemanha. Os Estados Unidos recuperam 55%, a Argentina 50%, a Europa 43% e o Japão recicla 81% de suas latinhas.
          Em 2001, o Brasil reciclou mais de 9 bilhões de latas de alumínio, que representa 119,5 mil toneladas. O mercado brasileiro de sucata de latas de alumínio movimenta US$ 129 milhões por ano. O preço pago por uma tonelada é, em média, de R$ 1.700 - o quilo equivale a 70 latinhas.
          Cada brasileiro consome em média 51 latinhas por ano, volume bem inferior ao norte-americano, que é de 375. Para reciclar uma tonelada de latas gasta-se 5% da energia necessária para produzir a mesma quantidade de alumínio pelo processo primário. Isso significa que cada latinha reciclada economiza energia elétrica equivalente ao consumo de um aparelho de TV durante três horas.

          SUA HISTÓRIA
          As latas de alumínio surgiram no mercado norte-americano em 1963. Mas os programas de reciclagem começaram em 1968 nos Estados Unidos, fazendo retornar à produção meia tonelada de alumínio por ano. Quinze anos depois, esse mesmo volume era reciclado por dia. Os avanços tecnológicos ajudaram a desenvolver o mercado: há 25 anos, com um quilo de alumínio reciclado era possível fazer 42 latas de 350 ml. Hoje, a indústria consegue produzir 62 latas com a mesma quantidade de material.

          REDUÇÃO NA FONTE DE GERAÇÃO
          As latas de alumínio são recipientes de pouco peso. Nos últimos 20 anos, a espessura dos recipientes de alumínio diminuiu cerca de 30%.

          COMPOSTAGEM
          O material não é compostável. Por isso, deve ser retirado por processos manuais ou mecânicos do lixo encaminhado para compostagem.

          INCINERAÇÃO
          O alumínio se funde a 660° C. De acordo com a temperatura, sua queima pode gerar compostos orgânicos voláteis provenientes de tintas ou vernizes e material particulado, ou transformar o material em liga ou óxido de alumínio.

          ATERRO
          As embalagens de alumínio se degradam parcialmente nos aterros devido a existência de uma camada de óxido em sua superfície.

          VOLTANDO ÀS ORIGENS
          Depois de coletadas, as latas de alumínio vazias são amassadas por prensas especiais, algumas delas computadorizadas, que fornecem o ticket com o valor referente a quantidade entregue. O material é enfardado pelos sucateiros, cooperativas de catadores, supermercados e escolas e repassado para indústrias de fundição. Em seus fornos, as latinhas são derretidas e transformadas em lingotes de alumínio. Esses blocos são vendidos para os fabricantes de lâminas de alumínio que por sua vez comercializam as chapas para indústrias de lata. O material pode ser reciclado infinitas vezes sem perda de nenhuma de suas características.
          Com a evolução desse processo já é possível que uma lata de bebida seja colocada na prateleira do supermercado, vendida, consumida, reciclada, transformada em nova lata, envasada, vendida e novamente exposta na prateleira em apenas 42 dias.

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VIDRO

          QUANTO É RECICLADO?
          42% das embalagens de vidro são recicladas no Brasil, somando 378 mil toneladas por ano. Desse total 5% são geradas por engarrafadores de bebidas, 10% por sucateiros e 0,6% provém das coletas promovidas por vidrarias.
          Os outros 12% representam refugos de vidro gerados nas fábricas, reaproveitados para compor novas embalagens. Nos EUA, o índice de reciclagem em 2000 foi de 40%, correspondendo a 2,5 milhões de toneladas. Índices de reciclagem em outros países: Alemanha (70 %), Suíça (88 %).
          Em 2000 a Argentina importou 49,4 mil toneladas, a Espanha 24,1 e os EUA 13,3 mil toneladas.

          SUA HISTÓRIA
          A lenda conta que o vidro foi descoberto ocasionalmente há 4 mil anos por navegadores fenícios, ao fazerem uma fogueira na praia: com o calor, a areia, o salitre e o calcário das conchas reagiram, formando o vidro. A indústria vidreira se desenvolveu rapidamente, mas a coleta seletiva só começou na década de 60 nos EUA, que hoje já conta com 6 mil pontos de coleta de embalagens de vidro. No Brasil, a primeira iniciativa organizada surgiu em 1986, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Naquele ano, a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) lançou um programa nacional de coleta que atualmente envolve 7 milhões de pessoas em 25 cidades.

          REDUÇÃO NA FONTE DE GERAÇÃO
          Além do consumo de embalagens retornáveis, a quantidade de sucata pode ser reduzida mediante o uso de garrafões de maior capacidade no lugar de recipientes menores. As vidrarias tentam diminuir a quantidade de insumos para fabricação de garrafas mais leves que tenham a mesma resistência.

          COMPOSTAGEM
          O vidro não é degradável e dificulta a operação das usinas de compostagem, que precisam separá-lo por processos manuais ou mecânicos.

          INCINERAÇÃO
          O material não é combustível e se funde a 1.200 graus, transformando-se em cinzas. Seu efeito abrasivo pode causar problemas aos fornos e equipamentos de transporte.

          ATERRO
          As embalagens de vidro não são biodegradáveis.

          VOLTANDO ÀS ORIGENS
          Nos sistemas de reciclagem mais completos, o vidro bruto estocado em tambores é submetido a um eletroimã para separação dos metais contaminantes. O material é lavado em tanque com água, que após o processo precisa ser tratada e recuperada para evitar desperdício e contaminação de cursos d'água. Depois, o material passa por uma esteira ou mesa destinada à catação de impurezas, como restos de metais, pedras, plásticos e vidros indesejáveis que não tenham sido retidos. Um triturador com motor de 2 HP transforma as embalagens em cacos de tamanho homogêneo que são encaminhados para uma peneira vibratória. Outra esteira leva o material para um segundo eletroimã, que separa metais ainda existentes nos cacos. O vidro é armazenado em silo ou tambores para abastecimento da vidraria, que usa o material na composição de novas embalagens.

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PAPEL DE ESCRITÓRIO

          QUANTO É RECICLADO?
          38% do papel que circulou no País em 2001 retornou à produção através da reciclagem.
          A maior parte do papel destinado à reciclagem, cerca de 86%, é gerado por atividades comerciais e industriais.
          No Brasil, o consumo de papel gira em torno de 7 milhões de toneladas por ano.

          SUA HISTÓRIA
          A reciclagem de papel é antiga. Ao longo dos anos, o material mostrou ser fonte acessível de matéria-prima limpa. Com a conscientização ambiental, para a redução da quantidade de lixo despejado em aterros e lixões a céu aberto, os sistemas de reciclagem de papel evoluíram. As campanhas de coleta seletiva se multiplicaram e aumentou a ação dos catadores nas ruas, que têm no papel usado uma fonte de sustento.
          REDUÇÃO DA FONTE DE GERAÇÃO

          As iniciativas para reduzir a geração de papel priorizam a cópia em ambos os lados, além de diminuir o tamanho das folhas. A automação dos escritórios e a desburocratização favorecem a redução da quantidade de papéis.

          COMPOSTAGEM
          É relativamente fácil de ser decomposto, caso seja picotado de forma adequada, e, misturado a outros resíduos, torna-se fonte de nitrogênio aos microorganismos.

          INCINERAÇÃO
          Papéis confidenciais, cédulas retiradas do mercado e arquivo morto ainda são incinerados, mas poderiam ser picotados para a reciclagem ou compostagem.

          ATERRO
          O papel se degrada lentamente em aterros quando não há contato suficiente com ar e água. Nos Estados Unidos, foram encontrados em aterros jornais da década de 50, ainda em condições de serem lidos.

          VOLTANDO ÀS ORIGENS
          O papel é separado do lixo e vendido para sucateiros que enviam o material para depósitos. Ali, o papel é enfardado em prensas e depois encaminhado aos aparistas, que classificam as aparas e revendem para as fábricas de papel como matéria-prima. Ao chegar à fábrica, o papel entra em uma espécie de grande liquidificador, chamado "Hidrapulper", que tem a forma de um tanque cilíndrico e um rotor giratório ao fundo. O equipamento desagrega o papel, misturado com água, formando uma pasta de celulose. Uma peneira abaixo do rotor deixa passar impurezas, como fibras, pedaços de papel não desagregado, arames e plástico. Em seguida, são aplicados compostos químicos - água e soda cáustica - para retirar tintas. Uma depuração mais fina, feita pelo equipamento "Centre-cleaners", separa as areias existentes na pasta. Discos refinadores abrem um pouco mais as fibras de celulose, melhorando a ligação entre elas. Finalmente, a pasta é branqueada com compostos de cloro ou peróxido, seguindo para as máquinas de fabricar papel.

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GARRAFAS PET

          QUANTO É RECICLADO?
          33% da resina PET produzida no Brasil foi reciclada em 2001, totalizando 89 mil toneladas. As garrafas recicladas provêm de coleta através de catadores, além de fábricas e da coleta seletiva operada por municípios.
          Os programas oficiais de coleta seletiva, que existem em mais de 200 cidades do País, recuperam por volta de 1000 toneladas por ano. Além de garrafas descartáveis, existem no mercado nacional 70 milhões de garrafas de refrigerantes retornáveis, produzidas com este material.
          A taxa de reciclagem de PET caiu de 27% em 1997 para 25% em 1998 para 23,7 % em 1999 e 22,3% em 2000 nos EUA. No entanto a quantidade de garrafas recicladas aumentou de 294 mil toneladas em 1997 para 320 mil em 1998 para 350 mil em 1999 e 349 mil em 2000.

          SUA HISTÓRIA
          O PET foi desenvolvido em 1941 pelos químicos ingleses Whinfield e Dickson. Mas as garrafas produzidas com este polímero só começaram a ser fabricadas na década de 70, após cuidadosa revisão dos aspectos de segurança e meio ambiente. No começo dos anos 80, EUA e Canadá iniciaram a coleta dessas garrafas, reciclando-as inicialmente para fazer enchimento de almofadas. Com a melhoria da qualidade do PET reciclado, surgiram aplicações importantes, como tecidos, lâminas e garrafas para produtos não alimentícios. Mais tarde, na década de 90, o governo americano autorizou o uso deste material reciclado em embalagens de alimentos.

          REDUÇÃO DA FONTE DE GERAÇÃO
          No caso de embalagem PET de 2 litros, a relação entre o peso da garrafa (cerca de 54g) e o conteúdo é uma das mais favoráveis entre os descartáveis.

          COMPOSTAGEM
          O material não pode ser transformado em adubo.

          INCINERAÇÃO
          O PET é altamente combustível, com valor de cerca de 20.000 BTUs/kilo, e libera gases residuais como monóxido e dióxido de carbono, acetaldeído, benzoato de vinila e ácido benzóico.

          ATERRO
          É de difícil degradação em aterros sanitários.

          VOLTANDO ÀS ORIGENS
          Após a seleção, separação e pré-reprocessamento do material, a reciclagem pode ocorrer de três formas. Na reciclagem primária, a sucata limpa é triturada em pedaços uniformes, retornando à produção de resina na própria unidade. Na chamada reciclagem secundária, o PET é reprocessado mecanicamente em equipamentos que recuperam o poliéster para a fabricação de fibras, lâminas ou embalagens. Já a reciclagem terciária consiste na reversão química do processo que formou o polímero de PET, possibilitando o retorno às matérias-primas originais, usadas novamente para a fabricação do mesmo produto. Outra forma de aproveitamento é a incineração em unidades termoelétricas que recuperam parcialmente a energia contida no material.

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PNEU

          QUANTO É RECICLADO?
          20% da sucata disponível no Brasil para obtenção de borracha regenerada são de fato recicladas. A produção anual do Brasil, em 2001 foi de 45,8 milhões e nos EUA foi de 280 milhões. O Brasil consome 210 mil toneladas/ano de borracha natural sendo que, desse total, a indústria brasileira de pneus consome 170 mil toneladas/ano.

          SUA HISTÓRIA
          Depois que o norte-americano Charles Goodyear descobriu, no século XIX, o processo de vulcanização, deixando cair borracha e enxofre casualmente no fogão, a demanda por esse produto se multiplicou no mundo. Mais tarde, a Alemanha começou a industrializar borracha sintética a partir do petróleo. A recuperação de energia e a recauchutagem foram as primeiras formas de reciclagem de pneus. Com o avanço tecnológico, surgiram novas aplicações, como a mistura com asfalto, em concentração de 15% a 25.

          REDUÇÃO DA FONTE DE GERAÇÃO
          Nos últimos 40 anos, a melhoria das técnicas de manufatura aumentou muito em média a vida útil dos pneus. A recauchutagem, que no Brasil atinge 70% da frota de transporte de carga e passageiros, é outro importante meio para se reduzir esses resíduos.

          COMPOSTAGEM
          A sucata de pneu não pode ser transformada em adubo. Mas a borracha cortada em pedaços de 5cm pode ajudar na aeração do composto orgânico. Essas partículas devem ser retiradas do adubo antes da comercialização.

          INCINERAÇÃO
          O pneu é altamente combustível, com poder calorífico de 12 mil a 16 mil BTUs por quilo, superior ao carvão.

          ATERRO
          Dispostas em lixões, aterros, ou outros locais abertos, as carcaças atraem roedores e mosquitos transmissores de doenças. Às vezes, devido a problemas de compactação, pequenos pedaços de pneus aterrados podem voltar à superfície.

          VOLTANDO ÀS ORIGENS
          Cortados em lascas, os pneus velhos são transformados em pó de borracha, purificado por um sistema de peneiras. O pó é moído até atingir a granulação desejada e, em seguida, passa por tratamento químico para possibilitar a desvulcanização da borracha. Em autoclaves giratórios, o material recebe o oxigênio, calor e forte pressão, que provocam o rompimento de sua cadeia molecular. Assim, a borracha é passível de novas formulações. Ela sofre um refino mecânico, ganhando viscosidade, para depois ser prensada. No final do processo, o material ganha a forma de fardos de borracha regenerada. Eles são misturados com outros ingredientes químicos para formar uma massa de borracha que é moldada ao passar por uma calandra e um gabarito. Numa bateria de prensas, a borracha é vulcanizada, formando os produtos finais, como tapetes de carro e solas de sapato.

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